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Meu perfil BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Informática e Internet, Música |
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Tem dias que tudo o que eu precisava era de um abraço silencioso, demorado e bem apertado. Um olhar amigo, daqueles que dizem mais do que mil palavras.

Olá, tudo bem?
Vou começar respondendo algumas perguntas que me foram feitas via comentários, me acidentei e estive um tempo fora do ar, agora que está tudo bem, vou tentar pelo menos uma vez por semana passar aqui e publicar algo.
1 - O que publico aqui é de conteúdo misturado, a maioria dos textos são de minha vivência, são verídicos. Mas também tem alguns que são de ficção.
Quando não forem criados por mim, sempre indicarei o autor ou a fonte do texto.
2 - O bilhete tinha algo escrito sim. Nele dizia: Não me leve a sério.
Mas é claro que não revelarei se essa história do post passado é ficção ou não. A de hoje é ficção.
João e seu violão.
João tinha o seu violão, mas não sabia tocar.
Seu melhor amigo, Sérgio, gostava muito de música também, mas igual a João, não sabia tocar.
Um dia, saíram juntos e decidiram levar o violão, iriam no parque da cidade, ficariam sentados na grama, com seu rádio-gravador(sim, naquela época não existia aparelho de CD portátil e muito menos MP3) ouvindo uma fita de seu grupo preferido.
Algumas pessoas começaram a chegar perto de ver eles com o violão em punho, porém sem tocar, achando que em breve eles tocariam algo.
Mas eles não tocaram. As pessoas dispersaram, menos um, um rapaz de barba, cabelo comprido e roupas folgadas, que se sentou junto deles e fechou os olhos, como se estivesse sentindo aquela música em sua alma.
Era um domingo, e eles passaram o dia no parque, o rapaz pegou o violão, acompanhou praticamente todas as músicas que eles escutavam, depois de um pouco pediu educadamente que desligassem o rádio-gravador.
Feito isso, ele passou a tocar outras músicas muito boas, algumas eram suas conhecidas, outras eles nunca tinham escutado, mas isso não as fazia menos bonitas.
Até que o rapaz perguntou se algum deles tocava. Diante da negativa dos dois, o rapaz pergunta quem quer aprender a tocar. Imediatamente João responde que quer, Sérgio fica meio sem saber, mas também fala que quer, mas como o violão é de João, então que ele seja o primeiro.
O rapaz coloca uma música de novo para tocar no rádio, e ensina João e Sérgio a escutar as notas, e mostra como passá-las para o violão.
Os dois prestam muita atenção no professor, tiram o maior proveito da aula, pois o dia não tardaria a anoitecer.
Começama tocar devagarzinho, o professor vendo que eles pegaram o jeito da coisa, sugere que eles treinem bastante, pois o primeiro passo havia sido dado. Deixa de presente aos dois a fita com as músicas que usaram para começar a aprender.
Se despede e vai embora, os dois vão embora rapidamente devido ao anoitecer e continuam treinando na casa de João.
Colocaram a fita em cima da cômoda e ligaram a televisão, ao mesmo tempo que começaram a treinar de novo.
Assim que recomeçam, Sérgio começa a cutucar insistentemente João, para mostrá-lo a notícia que está passando no resumo do final de semana.
Na madrugada de sexta para sábado foi invadido um conservatório musical do outro lado da cidade, e seu proprietário foi assassinado brutalmente.
Na tela da TV foi mostrada uma cópia da identidade do professor assassinado. Era o rapaz que os ensinou naquela tarde a tocar violão.
Eles ficaram desorientados com a notícia, até que Sérgio se acalmou um pouco e sugeriu pegarem a fita em cima da cômoda.
Não havia fita nenhuma. Desesperados, desligaram a TV e saíram correndo com o violão para a praça do bairro. Ficaram tocando violão por lá até proximo de meia noite, aprenderam a tocar violão, mas jamais conseguiram explicar para os outros de que forma conseguiram aprender.
Excelente semana a todos!

Depois de muito, mas muito tempo desaparecido, estou reaparecendo e escrevendo um texto de minha autoria.
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ou não.
...Eles haviam conversado bastante no passado.
Embora ele tenha percebido que ela possuía uma ligeira atração (mesmo que apenas física) por ele, que discretamente fingiu não perceber.Todas as vezes que eles ficavam sozinhos, ele fingia que nada estava acontecendo, que nunca percebia nada, e ela por sua vez também mantinha a discrição.
Ele se sentia bem na presença dela, e não sabia ao certo, mas acreditava que a recíproca era verdadeira.
Conversavam muito sobre absolutamente todos os temas. Se entendiam.
Um dia estavam sentados em um banco no canto do parque, e ele percebeu que entre uma frase e outra, ela olhava para ele com um olhar diferente do que ele estava habituado. Ele embora tenha visto, continuou fingindo nada perceber.
Enquanto ela falava, ela rabiscava algo em um pedaço de papel, ele não teve a curiosidade de tentar ler. Embora imaginasse que fosse algo direcionado a ele, manteve a discrição e não tentou ler.
Por um instante sentiu que algo mudaria dali pra diante, embora pudesse prever o que, preferia não esperar nada para não se decepcionar depois.
Ela terminou as anotações e dobrou mais de 5 vezes, deixando um pedaço pequeno de papel, olhou para ele mais uma vez, com um olhar diferente, mais eufórico e disse que precisava ir. Havia lembrado que tinha algo importante para fazer e precisava ir.
Aproximou-se dele como jamais havia feito antes e o beijou na boca. Um beijo rápido tímido, roubado.
Ele fechou os olhos e retribuiu o beijo, desejando que não fosse tão rápido. Em um movimento rápido, ela jogou o papel no colo dele e saiu andando depressa. Enquanto ele desdobrava o papel para ler o que estava escrito, ela desapareceu igual fumaça desaparecia no ar.
Espero não desaparecer mais por tanto tempo, me desculpem a ausência.
Excelente semana a todos!

Pessoal, recebi um texto por e-mail, achei que esse texto tem muito a ver comigo, com o meu jeito de ser, e estou compartilhando com vocês. É um texto de Leila Ferreira.
DO BOM E DO MELHOR
(Leila Ferreira)
Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
O bom, não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da
empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte...

Hoje meu dia começou melhor...
Não peguei ônibus lotado e não tive a preocupação se o ônibus passará no horário para eu conseguir chegar a tempo na faculdade.
Sábado pela manhã finalmente a minha moto ficou pronta.
Sábado já fui com ela estudar na casa de um amigo, e ontem de manhã saí se rumo. Acordei cedo, avisei a mulher que ia sair com a moto para começar a me habituar e fui.
Andei das 09:00 até 12:30.
Aprendi alguns macetes com a moto e melhorei a minha forma de andar com ela. Quando dizem que é a mesma coisa que carro, é mentira. Está certo, o princípio, mudar as marchas no tempo, a forma de utilização de acelerador, freio e embreagem é a mesma. Mas o que mais me pegou é que o carro você segura ele todo nos pés. Acelerador, freio e embreagem. A moto, você segura ela nas mãos.
Acelerador, embreagem e freio, tudo nas mãos. Você apanha nas primeiras duas ou três voltas, mas depois começa a aprender.
O percurso hoje para o trabalho foi tranquilo. São 12 km, peguei engarrafamentos (peguei sim, não passei entre os carros, não peguei a moto para fazer isso, peguei para me livrar do ônibus), peguei transito livre, e o resultado geral foi bom.
A saída de ontem, fui para lugares diferentes ver paisagens, recarregar as baterias.
Foi bom demais. Só não levei a máquina fotográfica porque aqui em Salvador, se você parar a moto para qualquer coisa que não seja trânsito, te assaltam.
Então preferi memorizar as paisagens na minha cabeça e voltar a salvo.
Estou em época de provas e trabalhos na faculdade, o bicho tá pegando.
Mas estou levando adiante.
Excelente semana a todos e obrigado pela visita!
Peço desculpas pelo meu sumiço.
Estive passando por uns momentos um tanto quanto difíceis, e preferi me afastar um pouco do blog para evitar uma avalanche de posts escuros e amargos.
Estou retornando as atividades do blog, preparando o próximo post, e tudo estará regular a partir de amanhã
Obrigado pela compreensão e pelo apoio de todos vocês.
Ele era um exemplo de retidão e boa conduta. Era como se fosse um segundo pai para mim.
Também uma das pessoas mais inteligentes e engenhosas que já vi nessa vida.
Não entendi ao certo como todo o processo que ele viveu nos 3 ou 4 últimos anos foi desencadeado.
Tudo começou com algumas palavras que fugiam quando ele conversava. Depois de algumas horas, ele sempre lembrava das palavras.
Depois passou a não conseguir mais lembrar das palavras quando as esquecia.
Isso começou a aborrecê-lo profundamente. Foi ao geriatra e o mesmo receitou alguns remédios.
Ele ainda ia para seu barracão (assim chamava o local onde ele tinha suas ferramentas), executava seus projetos (era engenheiro) e consertava tudo.
Ali era seu mundo. Ia para lá as 8:30 da manhã diariamente, saía as 12 para almoçar. Descansava vendo TV até as 14 horas, quando retornava para seu "barracão" e ficava até cerca de 18, 19 horas.
Quando as suas crises de esquecimento começaram a piorar, ele passou a se aborrecer com certa facilidade, e deixou de ir ao "barracão", passou a ler bastante, fazer palavras cruzadas, e ficar cada vez mais na frente da televisão.
Já não gostava de sair de casa, passou a sair menos ainda, deixou de fazer exercícios, aí também cismou que não devia mais comer.
Minha tia preocupada, o levou a um novo geriatra, que diagnosticou Mal de Alzheimer.
Deu remédios específicos para isso, e ele passou a lembrar de mais coisas, não tinha lapsos tão frequentes e parece que não tinha mais perdade memória como antes.
Por uns 02 ou 03 anos foi dessa forma. Comia pouco, geralmente uma pequena refeição ao dia, mas ainda de vez em quando saía de casa.
Passei o Natal com ele, achei que ele estava bem melhor do que da penúltima vez que o vi, que se confundia o tempo todo e vivia aborrecido ou dormindo.
Mesmo assim a minha tia achou que poderia estar melhor.
Levou em um médico com quase 80 anos, que cuidou de minha avó, minha tia nunca gostou muito dele (por isso não entendo porque o levou até esse médico) e esse médico sem nenhum exame mudou o diagnóstico de um dia para o outro.
Disse que ele nunca teve mal de Alzheimer, que aquilo tratava-se de uma depressão.
Mudou toda a medicação, passou a tratá-lo com anti-depressivos e calmantes.
Ele teve uma melhora brilhante. Voltou a ser uma pessoa falante, parecia estar de novo com a mesma memória de 10 anos atrás, porém comia cada vez menos.
Começou a ter uns apagões por causa dos calmantes, que o faziam dormir no meio de atividades que antes desempenhava normalmente, como descer escadas, tomar banho, utilizar o sanitário. Passou a se machucar.
Passou a dormir o dia todo, e caminhar pela casa de noite, caindo. Caía por não enxergar no escuro, caía porque cochilava enquanto caminhava.
Parou definitivamente de comer.
Esteve internado, estava com anemia profunda e não mais se alimentava, aí precisou tomar algumas vitaminas, precisou se alimentar, pelo menos no hospital.
Deixou de viver. Dormia o tempo todo. Não ia mais ao sanitário. Se recusava a usar fraldas geriátricas.
Quando minha mãe soube que ele ficou internado, já telefonou para me preparar para o pior.
Isso foi há duas semanas atrás.
Hoje de manhã, eu preparava o texto para o blog e conversava com uma amiga quando o meu celular tocou.
O número identificado era de São Paulo, imediatamente passou um filme em minha cabeça, ao mesmo tempo que que tentava me convencer de que podia não ser essa notícia...
Porém o inevitável aconteceu. Minha mãe deu a notícia que ela já previa. Meu tio faleceu essa madrugada.
Faleceu enquanto dormia. Estou tentando me equilibrar, pensando que da forma como ele estava vivendo, foi melhor dessa forma. Pensando que ele não sentiu dor, foi de uma forma super tranquila.
Não sei até quando eu conseguirei segurar a barra. Não poderei ir para SP para seu velório e nem para seu enterro. Fiz as minhas preces por ele, sei que ele me entenderia.
Tudo o que eu precisava era de um ombro amigo para poder conversar, desabafar, para me ajudar a segurar a barra.
Estou me sentindo sozinho. Não tenho ninguem em que eu possa contar, conversar, desabafar... mas deixa pra lá.
A minha vida continua, preciso de forças para continuar seguindo em frentes, não ficarei reclamando.
Excelente quarta-feira a todos!
Obrigado pela paciência com meu desabafo...
Prometo estar melhor no próximo post.
Tenho andado meio afastado porque tenho passado por algumas situações que muitas vezes me fogem do controle, mas não tenho planos (pelo menos por enquanto) de abandonar novamente o blog.
Quando a postagem do sábado que fui para o aniversário de um amigo em uma loja de discos antigos, a resposta é sim, a minha mulher brigou comigo. Eu telefonei quando percebi que demoraria, que a loja era muito melhor do que eu imaginava, mas mesmo assim ela ficou "de bico" o final de semana todo, mal falando comigo.
Eu estive com a consciência tranquila porque sei que não fiz nada demais, estava onde eu disse que estaria e com quem eu disse que estaria. E para mim isso basta.
Uma das coisas que me fizeram também meio que sumir do blog, foi a menina que me dava carona sair de férias, aí demoro demais para chegar no trabalho, e o tempo que eu usava para postar e comentar nos outros blogs era justamente aquela hora que eu chegava mais cedo. Agora sem essa hora, terei que fazer um malabarismo a parte para conseguir blogar sem impactar no meu trabalho.
Tenho dado uma espiada rápida no blog de todos, as vezes não comento, mas não faço por mal, faço isso por pura falta de tempo mesmo.
Estou terminando também um curso de fotografia, e estou expondo uma foto minha em um concurso que está tendo na empresa, não posso postar a foto aqui por razões contratuais, tirei a foto, estou trabalhando nela e não poderei postar em nenhum veículo até o término do concurso. Vamos ver o que dará. Sempre gostei muito de fotografia e estou gostando demais do curso.
Excelente final de semana a todos, e mais uma vez peço desculpas pela minha ausência.
P.S.: Acabei de inscrever a minha obra para o concurso. Dei o nome de fim da vida, e está concorrendo na categoria de Fotografia com tratamento digital. Boa sorte pra mim!

Por muito menos colocaram o Collor pra fora!
Chega de escândalos!
Alguem precisa colocar moral na casa, já que a beleza do presidente (com minúsculas mesmo) já disse que não é problema dele o que o Sarney faz.
Xô Sarney! Xô pizzaiolos do congresso!
Boa semana a todos!

Essa semana estive muito introspectivo. Sempre fico assim na proximidade de dia dos pais, de Natal, e de outras datas que perderam o sentido para mim...
Estive pra baixo, precisando de alguem para conversar... olhava para os lados e não encontrava com quem conversar...
Buscava refúgio fazendo algo que eu gostasse, mas não via graça nenhuma. Ia dormir com aquela sensação de que algo faltou.
O ano 2000 com certeza foi um ano que marcou para sempre a minha vida. Aconteceu muita coisa ruim pra mim nesse ano. E aconteceu uma coisa boa também. Mas as coisas ruins predominaram.
Foi o ano que me ensinou o que é saudade. O que é precisar conversar com alguém e não poder. O ano que me mostrou que nem sempre quando as pessoas dizem "está tudo bem", realmente está tudo bem.
O ano que perdi meu companheiro de "papo-cabeça", que perdi meu amigo que passava horas e horas trancado no meu quarto comigo ouvindo música alta e comentando as músicas, falando de equipamentos...
O ano que perdi parte de mim, que percebi que muitas vezes apesar de estarmos saudáveis, sentimos parte de nós morta e a outra parte sem ânimo para mais nada.
Pai, onde quer que esteja agora, Feliz dia dos Pais para você, obrigado por tudo. E agora, mesmo sendo tarde, nunca fiz isso em vida, digo aqui: "Eu te amo!".
Você ainda é parte de mim e de quem eu sou!
Carregarei você comigo o resto de meus dias, e tenho certeza que também levou um pouquinho de mim.
Feliz dia dos pais a todos os que já são pais.
...e a vida continua...embora muitas vezes quiséssemos que ela parasse...

Desde novo que sou colecionador inveterado de discos de vinil. Sempre gostei muito, desde a adolescência, meu gosto musical nunca foi igual a outra pessoa da minha idade.
Mas desde que me mudei para Salvador, deixei a aparelhagem de som em SP e comecei a montar outro equipamento aqui em SSA, e passei a escutar menos os meus discos de vinil, chegando a utilizar o toca-discos apenas profissionalmente.
Há cerca de um mês, em uma comunidade do orkut, fiquei sabendo de um grupo de colecionadores de disco de vinil aqui em SSA, e comecei a fazer contato com eles.
Houve um encontro sábado, em uma loja de discos usados daqui, e fui conhecer o grupo. Muita gente conhecedora de música e de som, possuem bons equipamentos e bons discos. A idéia inicial era de chegar as 10 horas na loja e sair de lá as 12.
Porém ao chegar na loja, haviam mais de 40.000 títulos, fiquei completamente alucinado com isso. saí da loja as 17 horas. Aí fui almoçar em um shopping perto da loja, e cheguei em casa as 20 horas.
Comprei 7 discos, escutei eles durante o domingo inteiro, e tiveram um efeito incrível. Parece que recarregaram meus ânimos, me deram força extra para recomeçar a jornada de trabalho.
O grupo é de pessoas muito legais, sempre há troca de títulos, reuniões que são realizadas cada vez na casa de um, fiquei muito feliz de poder fazer parte de um grupo como esse.
Estou ansioso pela próxima reunião, estou ansioso para comprar mais discos e poder continuar esse gosto que desde sempre eu tive.
Obrigado pela visita.
Ah, a amiga que não consigo ver as fotos, descobri o motivo:
As fotos estão armazenadas em um local que possui a palavra orkut. Aqui na empresa tudo o que contém a palavra orkut é bloqueado.
Excelente semana a todos!

O ano era 1986, eu tinha acabado de mudar de uma casa imensa para um apartamento pequeno, perto do centro de SP.
A única coisa que sobrou para recreação, além de meu aparelho de som para escutar as minhas músicas, era uma varanda que tinha na área de serviço.
Varanda essa que uma fábrica da rua ao lado construiu um andar a mais e o murou tampou toda a bela visão que tínhamos.
Nessa época comecei a descobrir minha paixão por paisagens urbanas.
Eu colocava na sala o aparelho de som em um volume razoável, o rádio tocava Tears for Fears com Head Over Heels, Metrô com Johnny Love, Mick Jagger com Hard Woman, entre outras que me marcam até hoje, e eu pegava uma cadeira, subia no muro que a fábrica construiu e ia para cima do telhado da fábrica.
Passava tardes inteiras lá em cima ouvindo música e vendo o movimento de todo o centro da cidade, principalmente a Av Rudge, o viaduto Rio Branco, as marginais entre muitas outras vias. Desse mesmo telhado eu vi o incêndio do prédio da CESP na Av Paulista.
Um dia meu tio deu para meu irmão e eu um kit chamado poliopticon, que era um jogo de lentes e tubos onde era possível construir binóculos e lunetas. Isso serviu para conseguirmos aproximar mais as paisagens e aí eu subia no telhado da fábrica com o som nas alturas(muito alto) e levava a luneta.
Ficava observando o por-do-sol e também o movimento no centro da cidade, nas marginais Tietê, e maravilhado com tudo aquilo.
Depois ganhamos um cachorro poodle, e em tudo que a gente aprontava o cachorro estava junto, e passei a levar o cachorro para cima do telhado comigo, ele ficava na correia para não se afastar muito de mim e também para não cair do telhado.
Até hoje quando escuto uma dessas músicas que tocavam quando eu estava em cima do telhado, revivo a sensação do vento batendo em meu rosto, aquele por do sol muito bonito, e toda aquela cena que eu via quase que diariamente.
A foto não é minha, foi pega na internet, e é só uma parte do que se via no telhado.
Um excelente final de semana a todos!
Eu participo da campanha "Não ao plágio!" Obrigado Rebeca e Jota Cê pelo selo!


Quando eu era pequeno, tinha a mente muito fértil. E as vezes recebia umas respostas que jamais deveriam ser dadas a uma criança.
Eu tinha 6 anos, e na época a família era muito unida. Meu avô tinha vendido a casa de praia, e muitas coisas que eram da casa de praia foram levadas para Sâo Paulo.
E a família toda se reunia nos finais de semana, geralmente em eum grande almoço, e depois ficavam em volta da mesa de bilhar jogando, ouvindo músicas italianas na rádio-vitrola.
Até que um final de semana isso não ocorreu. Disseram que o filho de um primo de meu pai tinha passado a semana no hospital e tinha saído naquele sábado.
Todo mundo se arrumou, e nessa semana a reunião foi na casa desse primo de meu pai, em Osasco. Quando chegamos lá, depois de todos reunidos, o primo de meu pai pede ao filho que levante a camisa para mostrar para todos o que aconteceu.
Quando ele levanta a camiseta, havia um curativo de um lado até o outro do abdomen do menino.
Eu fiquei impressionado com aquilo, cheguei de canto para meu pai e perguntei:
"_O que ele fez na barriga pra precisar de um curativo tão grande?"
E meu pai respondeu:"_Ele entrou na faca!"
Agora imaginem o que uma expressão dessa provocou em uma criança de 06 anos com a mente estupidamente fértil.
Em minha mente doentiamente fértil, o menino tinha sido esfaqueado. Afinal, meu pai tinha que ter me explicado que ele havia sido operado, e não responder com aquela ironia, afinal eu tinha 06 anos, não tinha a menor idéia do que significavam aquelas expressões.
Aquela noite, fiquei com receio de passar perto do menino, afinal ele tinha entrado na faca, ele poderia querer me esfaquear.
Dois dias depois, em minhas brincadeiras com meu irmão, o menino tinha virado herói, afinal tinha sobrevivido em uma briga de faca!
Sempre em nossas brincadeiras, ele vencia brigas, derrotava ladrões, sempre levava facadas e conseguia fazer com que os bandidos de certa forma fossem presos.
Tudo isso provocado por causa de uma expressão que meu pai usou e não explicou o que significava.
Várias outras vezes meu pai fez isso, mas isso irei mostrando aos poucos aqui.
Excelente semana a todos!

Sempre fui muito independente. Nunca gostei de ficar trancado em casa.
Topava qualquer coisa para não ficar em casa.
Um tio meu foi transferido a trabalho de São Paulo para Curitiba no final de 1979, eu tinha 03 anos.
No inicio de 1980 um outro tio meu resolveu ir visitá-los em Curitiba, e foi em casa perguntar se eu queria ir. Falei que queria.
Ficaram com receio, pois levar uma criança de 03 anos e meio para uma longa viagem é uma tarefa meio arriscada.
Combinaram com a minha mãe que se eu começasse a chorar, encarariam a viagem de volta e me levariam para casa, meu irmão estava então com 02 anos e minha mãe preocupada em cuidar direito dele.
Fui para Curitiba, e como era de costume na época, dormi a viagem inteira.
Quando cheguei na casa de minha tia, meus tios se esconderam e me deixaram sozinho no portão de grades da casa. Comecei a gritar pelo nome da minha tia.
Minha tia do lado de dentro, estava conversando com minhas primas enquanto passava as roupas: _Estou com saudade dos meninos, a gente acostumou a morar perto, agora a saudade está tanta que parece que estou ouvindo ele me chamar!
E minha prima respondeu: _Estranho, também tive a impressão de escutar!
Aí saíram da área de serviço e caminharam pelo quintal, quando ouviram que a voz aumentava.
Correram para o portão e lá estava eu, com a minha malinha na porta da casa dela. Ela abriu o portão me abraçou e então viu minha tia e tio do lado de fora aguardando.
Eu não tive problema nenhum, passamos 4 dias em Curitiba, aproveitei bastante, minhas primas me ensinaram a subir em árvore, tiraram fotos comigo, me levaram ao parque de diversões, foi uma viagem inesquecível.
Todas férias, viajávamos com meu pai para lá. Como a casa de praia do meu avô era mais perto do que a casa de minha tia, íamos em finais de semana e finais de semana prolongados para a praia, e nas férias íamos para Curitiba.
É uma época que adoro me lembrar, as vezes ouço músicas daquela época que me trazem de volta sensações que eu nem lembrava mais, daquela época que não voltará mais, mas que acredito que vivi muito bem!
Excelente semana a todos!
Em tempo: A foto do post é do Parque Barigui, o parque que sempre íamos, com seus pedalinhos em forma de Cisne. Eu adorava ir lá, e a foto foi pega na internet, no end: http://macmagazine.uol.com.br/2008/04/10/curitiba-recebe-investimento-de-r80-mil-para-implementacao-de-pontos-wi-fi/