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E Noel se incendiou...

Aparentemente era uma noite como outra qualquer, Cesar havia chegado do trabalho e pegou seu notebook. Foi na sala, mesinha de café da manhã com o notebook em cima e ficou no sofá trabalhando, olhando e-mails, essas coisas que um viciado em computador e trabalho faz.
O som tocava aquela sua seleção de músicas favoritas, ao mesmo tempo que ele fazia um lanche, era daquelas pessoas que faz tudo ao mesmo tempo para não perder um só segundo da vida.
Seu notebook começou a avisar que a bateria estava fraca e ele saiu a caça do carregador na mochila e quando achou, começou a segunda parte de sua odisséia com a caça por uma tomada, já que em sua casa existem poucas tomadas.
Olhou e viu uma atrás da árvore de Natal. A árvore estava toda enfeitada, cheia de bolas vermelhas, anjinhos com suas trombetas e como não poderia deixar de ser, alguns Papais Noéis pequenos pendurados e um maiorzinho de feltro vermelho com umas fitinhas douradas em volta.
Conectou o carregador no notebook e correu em direção a tomada escondida atrás da árvore de natal.
A pressa é inimiga da perfeição e Cesar não percebeu que um dos sapatos de feltro de Papai Noel estava no meio do caminho da tomada quando ele foi ligá-lo, e o cordão da bota era desses dourados que  tinha em todo o Papai Noel.
A bota do Papai Noel deu aquele estouro, Cesar pulou para trás, e rapidamente o velhinho barrigudo entrou em combustão.
Cesar ficou olhando sem saber o que fazer, saiu correndo para desligar a chave geral de casa e evitar problemas maiores. Depois de desligada a chave, correu com meio balde de água e jogou na árvore de Natal, que já estava com chamas até quase sua metade, por causa de tanto material inflamável.
Passado o aperto, Cesar deu muita risada com a situação, que o apavorou em alguns instantes mas foi muito engraçada.
A árvore estava velhinha, isso impulsionou Cesar a pensar em comprar outra para o próximo Natal, e lembrar de usar enfeites mais seguros, pois um curto-circuito nas luzinhas podem provovar um incêndio muito rapidamente.

Espero que 2010 tenha começado com muita Luz para todos!
Excelente final de semana a todos!



- Postado por: Anderson às 11h58
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Feliz Natal

Embora pra mim o Natal não tenha mais muito sentido, isso não impede de desejar a todos vocês um Natal de muita paz, felicidades, realizações e harmonia.

Muita saúde a todos!



- Postado por: Anderson às 10h01
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Solidão voluntária.

As vezes preciso daquele momento para ficar sozinho.
Nele, eu recarrego minhas energias, recupero a paciência, o humor e

aproveito para exorcizar meus fantasmas.
Sábado não foi diferente.
Estou correndo atrás do conserto da moto, deixei algumas coisas

para fazer depois, pois o custo do conserto foi muito alto.
Agora estou usando o décimo terceiro para consertar o que faltou,

que é só estética. Uns amassados, uns retoques, coisas assim.
Sábado passei o dia todo na oficina fazendo parte desse serviço, e

quando cheguei em casa, não havia ninguem.
Tomei um banho gelado, sem preocupação em demorar. Não havia ninguem reclamando que precisaria usar o banheiro.Quando saí do banho, coloquei algumas músicas que eu gosto (e ninguem em casa gosta, respeito isso não as ouvindo quando as pessoas que não gostam estão em casa), e coloquei em volume bem alto.
Quando eu já tinha exorcizado bastante meus fantasmas, me  deu vontade de fazer uma coisa que eu não fazia desde que vim morar aqui em Salvador:
Peguei minha flauta, limpei ela toda, e toquei.
Toquei por mais de uma hora sem parar. Tinha esquecido como isso me fazia bem, como isso me fazia sentir tão leve.
Pena que eu tenha tanta vergonha e jamais toque quando tem alguem em casa, ou alguem que possa ouvir.
Estou ansioso para ficar sozinho de novo, amo ficar sozinho, diga-se de passagem, para poder tocar flauta novamente, tinha muito tempo que eu não sentia essa sensação boa.
Excelente semana a todos!



- Postado por: Anderson às 12h32
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Abraço

Tem dias que tudo o que eu precisava era de um abraço silencioso, demorado e bem apertado. Um olhar amigo, daqueles que dizem mais do que mil palavras.



- Postado por: Anderson às 13h44
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João e seu violão.

Olá, tudo bem?
Vou começar respondendo algumas perguntas que me foram feitas via comentários, me acidentei e estive um tempo fora do ar, agora que está tudo bem, vou tentar pelo menos uma vez por semana passar aqui e publicar algo.
1 - O que publico aqui é de conteúdo misturado, a maioria dos textos são de minha vivência, são verídicos. Mas também tem alguns que são de ficção.
Quando não forem criados por mim, sempre indicarei o autor ou a fonte do texto.
2 - O bilhete tinha algo escrito sim. Nele dizia: Não me leve a sério.
Mas é claro que não revelarei se essa história do post passado é ficção ou não. A de hoje é ficção.

João e seu violão.

João tinha o seu violão, mas não sabia tocar.
Seu melhor amigo, Sérgio, gostava muito de música também, mas igual a João, não sabia tocar.
Um dia, saíram juntos e decidiram levar o violão, iriam no parque da cidade, ficariam sentados na grama, com seu rádio-gravador(sim, naquela época não existia aparelho de CD portátil e  muito menos MP3) ouvindo uma fita de seu grupo preferido.
Algumas pessoas começaram a chegar perto de ver eles com o violão em punho, porém sem tocar, achando que em breve eles tocariam algo.
Mas eles não tocaram. As pessoas dispersaram,  menos um, um rapaz de barba, cabelo comprido e roupas folgadas, que se sentou junto deles e fechou os olhos, como se estivesse sentindo aquela música em sua alma.
Era um domingo, e eles passaram o dia no parque, o rapaz pegou o violão, acompanhou praticamente todas as músicas que eles escutavam, depois de um pouco pediu educadamente que desligassem o rádio-gravador.
Feito isso, ele passou a tocar outras músicas muito boas, algumas eram suas conhecidas, outras eles nunca tinham escutado, mas isso não as fazia menos bonitas.
Até que o rapaz perguntou se algum deles tocava. Diante da negativa dos dois, o rapaz pergunta quem quer aprender a tocar. Imediatamente João responde que quer, Sérgio fica meio sem saber, mas também fala que quer, mas como o violão é de João, então que ele seja o primeiro.
O rapaz coloca uma música de novo para tocar no rádio, e ensina João e Sérgio a escutar as notas, e mostra como passá-las para o violão.
Os dois prestam muita atenção no professor, tiram o maior proveito da aula, pois o dia não tardaria a anoitecer.
Começama tocar devagarzinho, o professor vendo que eles pegaram o jeito da coisa, sugere que eles treinem bastante, pois o primeiro passo havia sido dado. Deixa de presente aos dois a fita com as músicas que usaram para começar a aprender.
Se despede e vai embora, os dois vão embora rapidamente devido ao anoitecer e continuam treinando na casa de João.
Colocaram a fita em cima da cômoda e ligaram a televisão, ao mesmo tempo que começaram a treinar de novo.
Assim que recomeçam, Sérgio começa a cutucar insistentemente João, para mostrá-lo a notícia que está passando no resumo do final de semana.
Na madrugada de sexta para sábado foi invadido um conservatório musical do outro lado da cidade, e seu proprietário foi assassinado brutalmente.
Na tela da TV foi mostrada uma cópia da identidade do professor assassinado. Era o rapaz que os ensinou naquela tarde a tocar violão.
Eles ficaram desorientados com a notícia, até que Sérgio se acalmou um pouco e sugeriu pegarem a fita em cima da cômoda.
Não havia fita nenhuma. Desesperados, desligaram a TV e saíram correndo com o violão para a praça do bairro. Ficaram tocando violão por lá até proximo de meia noite, aprenderam a tocar violão, mas jamais conseguiram explicar para os outros de que forma conseguiram aprender.

Excelente semana a todos!



- Postado por: Anderson às 21h58
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Retorno com um pequeno texto de minha autoria.

Depois de muito, mas muito tempo desaparecido, estou reaparecendo e escrevendo um texto de minha autoria.
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Ou não.

...Eles haviam conversado bastante no passado.
Embora ele tenha percebido que ela possuía uma ligeira atração (mesmo que apenas física) por ele, que discretamente fingiu não perceber.Todas as vezes que eles ficavam sozinhos, ele fingia que nada estava acontecendo, que nunca percebia nada, e ela por sua vez também mantinha a discrição.
Ele se sentia bem na presença dela, e não sabia ao certo, mas acreditava que a recíproca era verdadeira.
Conversavam muito sobre absolutamente todos os temas. Se entendiam.
Um dia estavam sentados em um banco no canto do parque, e ele percebeu que entre uma frase e outra, ela olhava para ele com um olhar diferente do que ele estava habituado. Ele embora tenha visto, continuou fingindo nada perceber.
Enquanto ela falava, ela rabiscava algo em um pedaço de papel, ele não teve a curiosidade de tentar ler. Embora imaginasse que fosse algo direcionado a ele, manteve a discrição e não tentou ler.
Por um instante sentiu que algo mudaria dali pra diante, embora pudesse prever o que, preferia não esperar nada para não se decepcionar depois.
Ela terminou as anotações e dobrou mais de 5 vezes, deixando um pedaço pequeno de papel, olhou para ele mais uma vez, com um olhar diferente, mais eufórico e disse que precisava ir. Havia lembrado que tinha algo importante para fazer e precisava ir.
Aproximou-se dele como jamais havia feito antes e o beijou na boca. Um beijo rápido tímido, roubado.
Ele fechou os olhos e retribuiu o beijo, desejando que não fosse tão rápido. Em um movimento rápido, ela jogou o papel no colo dele e saiu andando depressa. Enquanto ele desdobrava o papel para ler o que estava escrito, ela desapareceu igual fumaça desaparecia no ar.


Espero não desaparecer mais por tanto tempo, me desculpem a ausência.
Excelente semana a todos!



- Postado por: Anderson às 22h32
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Texto recebido por e-mail.

Pessoal, recebi um texto por e-mail, achei que esse texto tem muito a ver comigo, com o meu jeito de ser, e estou compartilhando com vocês. É um texto de Leila Ferreira.

DO BOM E DO MELHOR
(Leila Ferreira)
 
Estamos obcecados com "o melhor". Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". 
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. 
O bom, não basta. 
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor". 
Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. 
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter. 
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. 
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. 
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
 
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
 
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da
empresa?
 
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? 
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
 
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"? 
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos. 
A casa que é pequena, mas nos acolhe. 
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. 
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". 
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. 
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. 
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer. Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belo Horizonte...



- Postado por: Anderson às 09h48
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Dias melhores estão chegando.

Hoje meu dia começou melhor...
Não peguei ônibus lotado e não tive a preocupação se o ônibus passará no horário para eu conseguir chegar a tempo na faculdade.
Sábado pela manhã finalmente a minha moto ficou pronta.
Sábado já fui com ela estudar na casa de um amigo, e ontem de manhã saí se rumo. Acordei cedo, avisei a mulher que ia sair com a moto para começar a me habituar e fui.
Andei das 09:00 até 12:30.
Aprendi alguns macetes com a moto e melhorei a minha forma de andar com ela. Quando dizem que é a mesma coisa que carro, é mentira. Está certo, o princípio, mudar as marchas no tempo, a forma de utilização de acelerador, freio e embreagem é a mesma. Mas o que mais me pegou é que o carro você segura ele todo nos pés. Acelerador, freio e embreagem. A moto, você segura ela nas mãos.
Acelerador, embreagem e freio, tudo nas mãos. Você apanha nas primeiras duas ou três voltas, mas depois começa a aprender.
O percurso hoje para o trabalho foi tranquilo. São 12 km, peguei engarrafamentos (peguei sim, não passei entre os carros, não peguei a moto para fazer isso, peguei para me livrar do ônibus), peguei transito livre, e o resultado geral foi bom.
A saída de ontem, fui para lugares diferentes ver paisagens, recarregar as baterias.
Foi bom demais. Só não levei a máquina fotográfica porque aqui em Salvador, se você parar a moto para qualquer coisa que não seja trânsito, te assaltam.
Então preferi memorizar as paisagens na minha cabeça e voltar a salvo.
Estou em época de provas e trabalhos na faculdade, o bicho tá pegando.
Mas estou levando adiante.
Excelente semana a todos e obrigado pela visita!



- Postado por: Anderson às 07h43
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Obrigado pelo apoio.

Peço desculpas pelo meu sumiço.
Estive passando por uns momentos um tanto quanto difíceis, e preferi me afastar um pouco do blog para evitar uma avalanche de posts escuros e amargos.
Estou retornando as atividades do blog, preparando o próximo post, e tudo estará regular a partir de amanhã
Obrigado pela compreensão e pelo apoio de todos vocês.



- Postado por: Anderson às 07h22
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LUTO.

Ele era um exemplo de retidão e boa conduta. Era como se fosse um segundo pai para mim.
Também uma das pessoas mais inteligentes e engenhosas que já vi nessa vida.
Não entendi ao certo como todo o processo que ele viveu nos 3 ou 4 últimos anos foi desencadeado.
Tudo começou com algumas palavras que fugiam quando ele conversava. Depois de algumas horas, ele sempre lembrava das palavras.
Depois passou a não conseguir mais lembrar das palavras quando as esquecia.
Isso começou a aborrecê-lo profundamente. Foi ao geriatra e o mesmo receitou alguns remédios.
Ele ainda ia para seu barracão (assim chamava o local onde ele tinha suas ferramentas), executava seus projetos (era engenheiro) e consertava tudo.
Ali era seu mundo. Ia para lá as 8:30 da manhã diariamente, saía as 12 para almoçar. Descansava vendo TV até as 14 horas, quando retornava para seu "barracão" e ficava até cerca de 18, 19 horas.
Quando as suas crises de esquecimento começaram a piorar, ele passou a se aborrecer com certa facilidade, e deixou de ir ao "barracão", passou a ler bastante, fazer palavras cruzadas, e ficar cada vez mais na frente da televisão.
Já não gostava de sair de casa, passou a sair menos ainda, deixou de fazer exercícios, aí também cismou que não devia mais comer.
Minha tia preocupada, o levou a um novo geriatra, que diagnosticou Mal de Alzheimer.
Deu remédios específicos para isso, e ele passou a lembrar de mais coisas, não tinha lapsos tão frequentes e parece que não tinha mais perdade memória como antes.
Por uns 02 ou 03 anos foi dessa forma. Comia pouco, geralmente uma pequena refeição ao dia, mas ainda de vez em quando saía de casa.
Passei o Natal com ele, achei que ele estava bem melhor do que da penúltima vez que o vi, que se confundia o tempo todo e vivia aborrecido ou dormindo.
Mesmo assim a minha tia achou que poderia estar melhor.
Levou em um médico com quase 80 anos, que cuidou de minha avó, minha tia nunca gostou muito dele (por isso não entendo porque o levou até esse médico) e esse médico sem nenhum exame mudou o diagnóstico de um dia para o outro.
Disse que ele nunca teve mal de Alzheimer, que aquilo tratava-se de uma depressão.
Mudou toda a medicação, passou a tratá-lo com anti-depressivos e calmantes.
Ele teve uma melhora brilhante. Voltou a ser uma pessoa falante, parecia estar de novo com a mesma memória de 10 anos atrás, porém comia cada vez menos.
Começou a ter uns apagões por causa dos calmantes, que o faziam dormir no meio de atividades que antes desempenhava normalmente, como descer escadas, tomar banho, utilizar o sanitário. Passou a se machucar.
Passou a dormir o dia todo, e caminhar pela casa de noite, caindo. Caía por não enxergar no escuro, caía porque cochilava enquanto caminhava.
Parou definitivamente de comer.
Esteve internado, estava com anemia profunda e não mais se alimentava, aí precisou tomar algumas vitaminas, precisou se alimentar, pelo menos no hospital.
Deixou de viver. Dormia o tempo todo. Não ia mais ao sanitário. Se recusava a usar fraldas geriátricas.
Quando minha mãe soube que ele ficou internado, já telefonou para me preparar para o pior.
Isso foi há duas semanas atrás.
Hoje de manhã, eu preparava o texto para o blog e conversava com uma amiga quando o meu celular tocou.
O número identificado era de São Paulo, imediatamente passou um filme em minha cabeça, ao mesmo tempo que que tentava me convencer de que podia não ser essa notícia...
Porém o inevitável aconteceu. Minha mãe deu a notícia que ela já previa. Meu tio faleceu essa madrugada.
Faleceu enquanto dormia. Estou tentando me equilibrar, pensando que da forma como ele estava vivendo, foi melhor dessa forma. Pensando que ele não sentiu dor, foi de uma forma super tranquila.
Não sei até quando eu conseguirei segurar a barra. Não poderei ir para SP para seu velório e nem para seu enterro. Fiz as minhas preces por ele, sei que ele me entenderia.
Tudo o que eu precisava era de um ombro amigo para poder conversar, desabafar, para me ajudar a segurar a barra.
Estou me sentindo sozinho. Não tenho ninguem em que eu possa contar, conversar, desabafar... mas deixa pra lá.
A minha vida continua, preciso de forças para continuar seguindo em frentes, não ficarei reclamando.

Excelente quarta-feira a todos!
Obrigado pela paciência com meu desabafo...
Prometo estar melhor no próximo post.



- Postado por: Anderson às 08h12
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Tenho andado meio afastado porque tenho passado por algumas situações que muitas vezes me fogem do controle, mas não tenho planos (pelo menos por enquanto) de abandonar novamente o blog.
Quando a postagem do sábado que fui para o aniversário de um amigo em uma loja de discos antigos, a resposta é sim, a minha mulher brigou comigo. Eu telefonei quando percebi que demoraria, que a loja era muito melhor do que eu imaginava, mas mesmo assim ela ficou "de bico" o final de semana todo, mal falando comigo.
Eu estive com a consciência tranquila porque sei que não fiz nada demais, estava onde eu disse que estaria e com quem eu disse que estaria. E para mim isso basta.
Uma das coisas que me fizeram também meio que sumir do blog, foi a menina que me dava carona sair de férias, aí demoro demais para chegar no trabalho, e o tempo que eu usava para postar e comentar nos outros blogs era justamente aquela hora que eu chegava mais cedo. Agora sem essa hora, terei que fazer um malabarismo a parte para conseguir blogar sem impactar no meu trabalho.
Tenho dado uma espiada rápida no blog de todos, as vezes não comento, mas não faço por mal, faço isso por pura falta de tempo mesmo.
Estou terminando também um curso de fotografia, e estou expondo uma foto minha em um concurso que está tendo na empresa, não posso postar a foto aqui por razões contratuais, tirei a foto, estou trabalhando nela e não poderei postar em nenhum veículo até o término do concurso. Vamos ver o que dará. Sempre gostei muito de fotografia e estou gostando demais do curso.
Excelente final de semana a todos, e mais uma vez peço desculpas pela minha ausência.

P.S.: Acabei de inscrever a minha obra para o concurso. Dei o nome de fim da vida, e está concorrendo na categoria de Fotografia com tratamento digital. Boa sorte pra mim!



- Postado por: Anderson às 10h21
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Xô Sarney!

Por muito menos colocaram o Collor pra fora!
Chega de escândalos!
Alguem precisa colocar moral na casa, já que a beleza do presidente (com minúsculas mesmo) já disse que não é problema dele o que o Sarney faz.
Xô Sarney! Xô pizzaiolos do congresso!

Boa semana a todos!



- Postado por: Anderson às 07h27
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sem sentido...

Essa semana estive muito introspectivo. Sempre fico assim na proximidade de dia dos pais, de Natal, e de outras datas que perderam o sentido para mim...
Estive pra baixo, precisando de alguem para conversar... olhava para os lados e não encontrava com quem conversar...
Buscava refúgio fazendo algo que eu gostasse, mas não via graça nenhuma. Ia dormir com aquela sensação de que algo faltou.
O ano 2000 com certeza foi um ano que marcou para sempre a minha vida. Aconteceu muita coisa ruim pra mim nesse ano. E aconteceu uma coisa boa também. Mas as coisas ruins predominaram.
Foi o ano que me ensinou o que é saudade. O que é precisar conversar com alguém e não poder. O ano que me mostrou que nem sempre quando as pessoas dizem "está tudo bem", realmente está tudo bem.
O ano que perdi meu companheiro de "papo-cabeça", que perdi meu amigo que passava horas e horas trancado no meu quarto comigo ouvindo música alta e comentando as músicas, falando de equipamentos...
O ano que perdi parte de mim, que percebi que muitas vezes apesar de estarmos saudáveis, sentimos parte de nós morta e a outra parte sem ânimo para mais nada.
Pai, onde quer que esteja agora, Feliz dia dos Pais para você, obrigado por tudo. E agora, mesmo sendo tarde, nunca fiz isso em vida, digo aqui: "Eu te amo!".
Você ainda é parte de mim e de quem eu sou!
Carregarei você comigo o resto de meus dias, e tenho certeza que também levou um pouquinho de mim.

Feliz dia dos pais a todos os que já são pais.

...e a vida continua...embora muitas vezes quiséssemos que ela parasse...



- Postado por: Anderson às 14h25
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A retomada de um velho prazer devolveu parte do colorido da vida.

Desde novo que sou colecionador inveterado de discos de vinil. Sempre gostei muito, desde a adolescência, meu gosto musical nunca foi igual a outra pessoa da minha idade.
Mas desde que me mudei para Salvador, deixei a aparelhagem de som em SP e comecei a montar outro equipamento aqui em SSA, e passei a escutar menos os meus discos de vinil, chegando a utilizar o toca-discos apenas profissionalmente.
Há cerca de um mês, em uma comunidade do orkut, fiquei sabendo de um grupo de colecionadores de disco de vinil aqui em SSA, e comecei a fazer contato com eles.
Houve um encontro sábado, em uma loja de discos usados daqui, e fui conhecer o grupo. Muita gente conhecedora de música e de som, possuem bons equipamentos e bons discos. A idéia inicial era de chegar as 10 horas na loja e sair de lá as 12.
Porém ao chegar na loja, haviam mais de 40.000 títulos, fiquei completamente alucinado com isso. saí da loja as 17 horas. Aí fui almoçar em um shopping perto da loja, e cheguei em casa as 20 horas.
Comprei 7 discos, escutei eles durante o domingo inteiro, e tiveram um efeito incrível. Parece que recarregaram meus ânimos, me deram força extra para recomeçar a jornada de trabalho.
O grupo é de pessoas muito legais, sempre há troca de títulos, reuniões que são realizadas cada vez na casa de um, fiquei muito feliz de poder fazer parte de um grupo como esse.
Estou ansioso pela próxima reunião, estou ansioso para comprar mais discos e poder continuar esse gosto que desde sempre eu tive.
Obrigado pela visita.

Ah, a amiga que não consigo ver as fotos, descobri o motivo:
As fotos estão armazenadas em um local que possui a palavra orkut. Aqui na empresa tudo o que contém a palavra orkut é bloqueado.
Excelente semana a todos!



- Postado por: Anderson às 07h29
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Pequena lembrança do início da minha adolescência.

O ano era 1986, eu tinha acabado de mudar de uma casa imensa para um apartamento pequeno, perto do centro de SP.
A única coisa que sobrou para recreação, além de meu aparelho de som para escutar as minhas músicas, era uma varanda que tinha na área de serviço.
Varanda essa que uma fábrica da rua ao lado construiu um andar a mais e o murou tampou toda a bela visão que tínhamos.
Nessa época comecei a descobrir minha paixão por paisagens urbanas.
Eu colocava na sala o aparelho de som em um volume razoável, o rádio tocava Tears for Fears com Head Over Heels, Metrô com Johnny Love, Mick Jagger com Hard Woman, entre outras que me marcam até hoje, e eu pegava uma cadeira, subia no muro que a fábrica construiu e ia para cima do telhado da fábrica.
Passava tardes inteiras lá em cima ouvindo música e vendo o movimento de todo o centro da cidade, principalmente a Av Rudge, o viaduto Rio Branco, as marginais entre muitas outras vias. Desse mesmo telhado eu vi o incêndio do prédio da CESP na Av Paulista.
Um dia meu tio deu para meu irmão e eu um kit chamado poliopticon, que era um jogo de lentes e tubos onde era possível construir binóculos e lunetas. Isso serviu para conseguirmos aproximar mais as paisagens e aí eu subia no telhado da fábrica com o som nas alturas(muito alto) e levava a luneta.
Ficava observando o por-do-sol e também o movimento no centro da cidade, nas marginais Tietê, e maravilhado com tudo aquilo.
Depois ganhamos um cachorro poodle, e em tudo que a gente aprontava o cachorro estava junto, e passei a levar o cachorro para cima do telhado comigo, ele ficava na correia para não se afastar muito de mim e também para não cair do telhado.
Até hoje quando escuto uma dessas músicas que tocavam quando eu estava em cima do telhado, revivo a sensação do vento batendo em meu rosto, aquele por do sol muito bonito, e toda aquela cena que eu via quase que diariamente.
A foto não é minha, foi pega na internet, e é só uma parte do que se via no telhado.
Um excelente final de semana a todos!



- Postado por: Anderson às 07h35
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